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O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa - Disney

Finalmente, O Filme

O primeiro livro escrito da série "As Crônicas de Narnia" - "O Leão, A Feiticeira e O Guarda- Roupa"-, aquele que desencadeou os outros sete livros, já teve seu filme lançado(09/12/05). Este é o livro que mais tem referências à Bíblia, descrevendo Aslam e suas ações, como a morte na Mesa de Pedra associada à Crucificação de Cristo. Então, o primeiro filme da série “As Crônicas de Nárnia” – “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa” – já está nas telonas. E com muito prazer nossa equipe foi conferir sua estréia no dia 09 de dezembro. A Walt Disney Pictures, aliada à Walden Media, com certeza aposta no sucesso desse filme, e conseguiu, de acordo conosco, o seu objetivo.

Qualidades
O Filme é um sucesso. Levando em conta as atuações da pequena Georgie Henley (10), da carismática Anna Popplewell(15), do travesso Skandar Keynes(13), do maduro William Moseley(17) e de todo o elenco o filme é de primeira qualidade. A direção de Andrew Adamson provou-se ótima e os efeitos são bons. A abordagem do assunto de modo especial para crianças, assim como fez C.S.Lewis ao escrever o livro, foi mantida dentro do possível. Mas, infelizmente a mídia decretou a censura de 10 anos, o que impedirá muitas crianças de assistirem o filme conforme o objetivo. A maior cena de todas, a da Batalha Final, foi muito bem rodada. A única palavra que parece descrevê-la é “maravilhosa”. A morte e ressurreição de Aslam também foram feitos de modo belo, assim como a coroação e as cenas finais.

O Melhor Ponto de Vista
Antes perguntavam-se os fãs cristãos da série de livros “As Crônicas de Nárnia”: Será que o filme alcançara o objetivo cristão com que C.S.Lewis escreveu a história? E perguntavam-se os fãs não-cristãos: A Disney vai exagerar no cristianismo no filme? Ótima notícia para os dois lados da história: O Filme abrange esse assunto da mesma forma que é feito no livro. Nem de mais, muito menos de menos. C.S.Lewis sabia que era necessário uma boa dosagem de cristianismo caso ele quisesse transmitir seu amor por Jesus e o amor dEste pelos humanos, mas também tinha em mente que cristianismo demais é forçar alguém a acreditar em coisas que só o coração decide. Felizmente, a Disney entendeu como deveria cuidar deste assunto e o fez de forma muito simples: como o autor dos livros. Os momentos cristãos, são verdadeiramente evangelísticos, já os normais que contam para a história em si, sem significados profundos, são lidados de forma normal. O Filme acaba por ser muito bom. Sem contar certas coisas que qualquer um ficaria magoado, em suma, C.S.Lewis ficaria honrado.

Perfeição também não...
Mesmo com tais qualidades, alguns defeitos também rondam o filme. Além de algumas montagens de baixa qualidade, o roteiro é, por cerca de meia-hora, totalmente diferente do livro. A História, no trecho entre a fuga de Edmund e o encontro dos outros três humanos com o “Father Christmas”, foi modificada em muitos aspectos. Isso gerou, para conservar o filme dentro de 135 minutos, a necessária remoção ou diminuição de outras cenas também importantes. Ao todo foram contados 38 erros de importância para os exigentes leitores e fãs da história contada por C.S.Lewis.

“As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa”, você não pede por esperar. Assista, vale a pena. E leia o livro, é perfeito. Só nos resta agradecer à C.S.Lewis por ter nos dado a oportunidade de conhecer esse maravilhoso mundo de nome Narnia.

Será 10 anos a censura correta?

A censura de idade feita para o filme “As Crônicas de Narnia – O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa” foi totalmente incoerente. Foi estipulado 10 anos para um filme infantil oriundo de um livro lido por crianças de, normalmente, 7 anos.
C.S.Lewis sofreu muito na infância com a morte de sua mãe e a grosseria de seu pai. Na escola da Grã-Bretanha onde estudava também era maltratado pelos colegas. Por não conhecer direito o sofrimento de Jesus ao morrer na cruz por nós (representado do livro como o sacrifício de Aslan) não foi possível crer em Deus em toda sua infância. E Lewis também conviveu com as duas Guerras Mundiais que houveram.
Com toda essa experiência de sofrimento infantil, Lewis sabia que para enfrentar a vida adulta com mais estabilidade, era necessário que as crianças conhecessem o sofrimento de perto ainda quando pequenas. Ele sabia que a criança tinha a possibilidade de, ao ler sobre o sofrimento, entender e saber como lidar com isso caso vivesse algo parecido. Ao falar da morte de Aslan, Lewis não só abre uma porta para evangelização infantil mas mostra à eles que se alguém “inocente”, ou seja “puro”, morrer em seu lugar salvará sua vida. Assim as crianças conseguem entender melhor o sacrifício de Cristo e crer nele ainda como crianças.
Mas ao lançar o filme, parece que os adultos que estipularam a censura de 10 anos não pensaram que na verdade Lewis estava objetivando o melhor para as crianças, e eles influenciaram de modo errado nisso. Os pais podem levar seus filhos pequenos ao cinema, mas mesmo assim muitas crianças perderam a chance de ver o filme e aprender com ele.

Narnia desponta com indicações e ganha Oscar


A Disney que lançou "As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa" em dezembro de 2005 tem parte de seu trabalho agora recompensado. Apesar das esperanças terem sido muito maiores, o primeiro filme baseado na coleção de livros alegóricos de C.S.Lewis alcançou somente um Oscar. As indicações recebidas foram para Mixagem de Som, Efeitos Visuais e Maquiagem. Já começaram, então, as decepções por nem terem sido ao menos indicados para "Melhor Adaptação", ganhado por "O Segredo de Brokeback Mountain" que também ganhou o desejado "Melhor trilha Sonora".
Mas a maquiagem dos personagens foi devidamente premiada. Apesar do trabalho nos atores principais ter sido simples e coerente, as criaturas mitológicas foram humanos com quilos de maquiagem muito bem aplicadas. Os melhores exemplos são, além da Feiticeira Branca com sua pele incrivelmente gélida e todas as criaturas más, os centauros tiveram seus rostos completamente modificados(vide foto).

Já no "14th Annual Movieguide Faith & Values Awards" (mais conhecido como “Oscar Cristão”) o sucesso da Disney alcançou as colocações de "Filme Mais Inspirador" e "Melhor Filme de Família". A estilista do filme, Isis Mussenden, fez um ótimo trabalho e ganhou "Excellence in Fantasy Film award"(prêmio Excelente para filmes de fantasia) no oitavo "Costume Design Guild". E para o Saturn Awards foram oito indicações, mesma quantidade que a adaptação concorrente de "Harry Potter"; os resultados serão anunciados na cerimonia em maio.

Sucesso em números

O filme “As Crônicas de Nárnia. O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa” não deixou dúvidas quanto ao seu sucesso. Mas quase tudo se deve à obra já ser bastante aclamada e uma das mais conhecidas dos sete livros da coleção, por ser a primeira publicada. Tal sucesso também ocorreu por causa da mensagem cristã que C.S.Lewis escreveu colocando, sob nome de Aslam, a figura de Cristo. Assim, muitas igrejas inglesas, irlandesas, americanas e de outros locais de língua inglesa chegaram a fechar salas de cinema somente para doar os ingressos à crianças pobres e problemáticas, aumentando em muito a venda.
Mas quando o assunto passa a abranger números, a surpresa é ainda maior. Em somente um final-de-semana “As Crônicas de Nárnia” rendeu 65.6 milhões de dólares, provando ser a terceira maior abertura do ano e a segunda melhor de todos os anos no mês de dezembro. Isso por que a competição era grande com o novo filme de “Harry Potter” e a estréia de “King Kong”. Mesmo depois de semanas continuava a ser o líder de venda. Os números, de acordo com o site americano “The Numbers”, superaram os de “O Senhor dos Anéis”, outro sucesso literário.
Após a era-cinema de “O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa” foi constatada a vitória completa sobre “Harry Potter e o Cálice de Fogo”. Nos Estados Unidos, Narnia passou a ser o 24º filme que mais lucrou em toda a história, tendo produzido um produto de US$ 289,847,008 (HP lucrou $289,710,552).
No Brasil, portanto, as vendas foram menor devido ao pouco sucesso do livro. Foram 1.4 milhões de dólares com a exibição em 232 cinemas. Provando que o sucesso da obra de C.S.Lewis ocorreu somente em países da língua inglesa de maioria protestante. Aqui o DVD do filme deve sair logo, na Páscoa.
O sucesso bem grandioso devido à religiosidade e ao modo peculiar com que Lewis tratava as histórias infantis não deve continuar tão grande. O livro transformado em filme era o mais conhecido e com a alegoria mais clara. Do restante, não se espera que igrejas lotem as salas de exibição para evangelização, como fizeram dessa vez.

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